Aventuras em Bangkok

Me senti obrigada a ressuscitar o blog só pra contar da minha última viagem onde realizei o sonho de conhecer a Tailândia e a loucura de Bangkok. Tive apenas dois dias pra conhecer a cidade e quero voltar lá pra ficar mais dias e ir pra todas aquelas praias lindas. Fica a proposta pras amigas irem planejando ano que vem! É uma viagem perfeita pra fazer com amigos, pois Bangkok é aquilo tudo que aparece no filme “Se beber não case 2” e muito mais. Se você mantém os planos abertos e a mente curiosa pra explorar tudo de exótico do país, as coisas acontecem espontaneamente e despretensiosamente. E essas são as melhores viagens!

Bangkok tem compras, comida, sabores, bebidas, templos, budas, tuk tuk, trânsito, caos, sujeira, lixo, pobreza, ping pong show, massagem, turistas, mochileiros, sorrisos, manga, melancia, água de coco, banana, temperos, comida de rua, amuletos, e um povo simpático e com sotaque e jeito engraçados. Yes, madame, Bangkok é aquilo que a gente pode chamar de exótico. Uma mistura de tudo, uma desordem que encanta. Não é a toa que tanta gente adora a agitação das cidades asiáticas e principalmente Bangkok. E há os que não gostam, naturalmente. Eu amei e vou contar o pouco que fiz por lá.

Eu tive estadia lá com o vôo mais longo da Emirates. A gente fica um dia em Bangkok, vai pra Sidney, fica três noites lá e volta pra mais um dia em Bangkok. São 8 dias de viagem, trabalho e diversão. Na primeira noite chegamos à noite, saímos pra jantar perto do hotel e depois pra Khaosan Road, onde tem bares e era o único lugar que estaria aberto num domingo à noite. Fomos de tuk tuk, claro. Tuk tuk é um carrinho típico asiático, ótimo meio de transporte no trânsito caótico dessas cidades. Tinha andado em um em Jakarta e os de Bangkok são tipo uma Mercedes comparando com Jakarta! Os motoristas de tuk tuk geralmente são uma atração à parte. Malucos. Completamente malucos. Dirigem como loucos, sorriem e riem o tempo todo, com uma boca faltando metade dos dentes. Quando falam inglês mal dá pra entender e quando não falam, é sempre uma surpresa onde você vai parar. Não dá pra saber se ele sabe onde está te levando ou não. Quando falo que sou brasileira a resposta deles é imediata: futebol, Ronaldo. E eles são malandros, podem te levar pra outros lugares antes se você não souber negociar. Enfim, fomos conferir a noite na Kahosan Road. Achei a rua pequena, não sei se estávamos no ponto certo ou porque era domingo à noite. Depois de uma Singha (cerveja local), fomos levados pela espontaneidade do momento e pelo espírito aventureiro e seduzidos por um tailandês que começou a nos oferecer uma visita pra um ping pong show. Eu sei que é bizarro, mas tinha muita curiosidade de ir em um. Negociamos o preço e lá fomos nós, eu, uma inglesa e um menino gay da Bósnia, em mais um tuk tuk até o tal do ping pong show, “number one in Tahiland”, de acordo com o motorista. Pagamos mil Bahts, cerca de R$60,00 pela entrada dos três e com uma cerveja cortesia. Pra quem nunca ouviu falar, ping pong show é tipo um circo erótico. Mocinhas tailandesas atiram bolinhas de ping pong e muito mais por aquele lugar onde saem os bebês. Isso mesmo. Pra você ter uma idéia, esse era o “menu” do lugar.

E elas fazem tudo isso. É bizarro, não tem como descrever. A “casa de shows” é um lugar abafado com um pequeno palco onde as mocinhas dançam. Sentamos em frente ao placo e estava começando a atração do ping pong naquela hora. Não sei se devo entrar em detalhes aqui, porque pode ser meio assustador pra algumas pessoas. Eu mesma passei algumas horas após o “espetáculo” meio traumatizada e chocada de ver tanta coisa entrando e saindo de dentro daquelas meninas. Elas eram todas feias, com exceção de uma. Magrinhas, pernas curtas, sem peito e bunda, pneuzinho na cintura. Não tinham expressão alguma quando faziam o show. Entravam no palco, faziam uma dancinha sem graça segurando-se no pole, tiravam a calcinha e começavam a bizarrice.

Pra ler o próximo parágrafo desligue seu “nojômetro” e qualquer outro “ômetro”. Ou não leia se não quiser ouvir coisas estranhas e bizarras.

Eram metros de fitas com bolinhas de metal que saim de dentro dela, uma abriu uma garrafa de coca cola, outra “bebeu” água e “devolveu” um líquido preto, uma que parecia uma traveca atirou uma banana, a mais bonitinha escreveu um carta e desenhou um coração, outra apagou uma vela e fumou 3 cigarros… e a parte mais engraçada/tragicômica foi quando ela estourou um balão. A tailandesa pediu pra alguém da plateia segurar um balão e a voluntária estava justamente ao meu lado. Ela colocou tipo um dardo e lançava pra estourar o balão. Na terceira tentativa ela conseguiu estourar e sabe onde o bendito balão foi cair? Em cima da minha cerveja! Obviamente não tomei mais. Pedi uma nova e eles não me deram, alegando que “it was na accident”, com aquele sotaque típico. Depois de vários showzinhos bizarros, a parte final foi ainda mais chocante. Era um mocinho e uma mocinha dessa vez. E eles fizeram uma coreografia na nossa frente. Sem mais. Não vou dar muitos detalhes disso!  Uma atração à parte era observar a reação das pessoas. Tinha um rapaz do lado oposto do palco que estava literalmente de queixo caído. As pessoas ou riam ou ficavam abismadas. Poucos observavam como que se estivessem assistindo a um teatro, sérios e atentos. Tinha tudo que é tipo de gente. Turistas, casais, árabes, indianos, mochileiros, meninas, meninos, gays. É bizarro, muito bizarro, mas é tipo uma atração turística em Bangkok e eu não poderia perder!

No dia seguinte tinha planejado ir ao Grand Palace, mas estava tão cansada e morrendo de preguiça e resolvi dormir até mais tarde. E fiz a escolha certa, pois o templo estava fechado naquele dia, pois alguém da família real tinha morrido. Dei uma volta ao redor do hotel e me deparei com uma feira de rua, com várias roupas fofas e bonitinhas. São super baratas e moderninhas, só que com tamanhos pra asiáticas. Foi difícil achar alguma coisa que servisse em mim, mas achei! Depois disso fui relaxar com uma massagem. Aaaah, as massagens tailandesas. Eles são os melhores nisso, fazem massagem tão bem, usando os pés, braços, mãos e por um preço ótimo.

E assim foi minha primeira experiência em Bangkok. Deu pra sentir o sabor da cidade e ficar com um gostinho de quero muito mais. Pra minha alegria ainda tive mais um dia na volta de Sidney e por sorte era o útimo dia da celebração do Ano Novo Tailandês, que acontece do dia 11 a 15 de abril. Achei tão especial presenciar esse dia, pois a data e comemoração são completamente diferentes do que é pra nós. Eles basicamente saem às ruas pra jogar água um nos outros e pintar a cara com uma tinta que parece argila. Com o calor infernal que estava, foi algo refrescante e divertido!

Visitei também o templo Wat Po, onde tem uma estátua gigantesca de ouro de um buda deitado. Mas olha como turista desinformado e que confia em tuk tuk se dá mal. Pedimos pra ele levar a gente no Grand Palace, que é o maior e principal templo em Bangkok. Entrei no Wat Po achando que era o Grand Palace. Não vi a tal da famosa estátua do buda deitado e só descobri que fui no templo errado quando voltei pra Dubai. Mas de qualquer forma valeu a pena, pois a arquitetura e muito ouro do lugar eram impressionantes.

E pra finalizar, uma atração à parte e que eu não esperava foi o aeroporto de Bangkok. ENORME. E o duty free… meu buda de ouro! Tantação total! Tem tudo que é tipo de marca, até NARS e Shu Uemura que nunca tinha visto em duty free. E eu ainda tenho 20% de desconto… como não aproveitar, né? O duty free de Sydney também é gigante e cheio de coisas. Se estiver voltando de um desses lugares, reserve um bom tempinho pras últimas compras. Em 20 minutos que eu tinha antes de embarcar arrematei o blush Orgasm da Nars, shampoo delicioso da L’Occtane, o desejado sérum Visionnaire da Lancôme e dois produtos bem asiáticos e novos pra minha nécessaire: BB Clear Smooth da Maybelline e UV Base Mousse do Shu Uemura, que depois que fui descobrir, é um dos best sellers da marca. Ambos funcionam como um pré base com filtro solar e podem ser usados sozinhos também, pra um look mais natural.

Pra quem quiser dicas de Bangkok, dá uma olhada nos posts da Anna, do blog Finestrino.

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Algumas peruagens por aí

Mais uma vez ressurgindo das cinzas. Desisto de cumprir com promessas de posts mais frequentes porque simplesmente não dá! Essa vida de trabalhadora nas alturas não é tão glamorosa quanto parece e trabalho como uma camela no deserto. Claro que tenho meus lindos dias de folga, mas nesses lindos dias o que eu faço é aproveitar pra descansar, dormir, ir à praia, sair com os amigos, fazer mercado, limpar a casa…

Hoje bateu o surto de atualizar aqui. Meu último voo foi pro Rio. Que delícia ir pro Brasil, pro Rio ainda, comer churrasco, farofa, PF, pastel, mandioquinha, guaraná, água de coco, comprar uma cerveja na praia e sair andando com ela, pessoas alegres e felizes na rua, papel higiênico Neve maciozinho e suave, Biscoito Globo que esqueci de comprar pra trazer, e ver meus pais como a cereja do bolo.

Agora estou aqui, já descansada dessa viagem longa e cansativa, porém  a melhor e mais feliz de todas. A gente pode rodar o mundo, mas não há lugar como o Brasil. Como a casa da gente na verdade. E até no quesito peruagem o Brasil tem coisas especiais e que não existe igual. Posso dizer que esmalte é uma delas. Isso mesmo! Não sei porque temos tanto desejo pelos esmaltes importados, sendo que os melhores estão aí. Toda vez que passo um Risqué pelo menos umas 3 meninas comentam do brilho do esmalte. E quando falo que custa apenas R$2 a R$3 reais fica ainda melhor. Esmalte aqui em Dubai, e em qualquer outro lugar, é caro (tá, ainda não fui pra China pra afirmar isso). Não sai por menos de R$10,00, R$15,00. Já pintei com OPI e Essie no salão e não dura mais e nem tem o mesmo brilho que temos aí. Se for falar em variedade de cores então. Meu Allah, Brasil humilha qualquer marca nas cores. Ainda mais agora que as marcas estão lançando coleção atrás de coleção.

Pra darmos a volta ao mundo em alguns cosméticos, essas foram minhas últimas descobertas peruando pelo mundo:

Austrália

Lucas’ Papaw Ointment – Anota esse produtinho Australiano aí. Aposto que 9 entre 10 australianas carregam um desses na bolsa. E 5 entre 10 comissários da Emirates. Estatística super chutada, mas é que já vi muita gente tirar esse tubinho vermelho da bolsa ou bolso. É uma pomadinha hidratante feita de papaya fermentado super multi uso. Tem ação cicatrizante, antibacteriana e microbiana. Serve pra cortes, feridas, picada de insetos, queimadura, e até mesmo pra eczemas e dermatite. Tipo o Aquaphor, só que melhor! Uso ele pra hidratar os lábios e mãos e pra cicatrizar pequenos cortes. É super baratinho, acho que foi em torno de 5 dólares australianos. O produto é bem tradicional, tem mais de 100 anos e foi inventado pelo Dr. Lucas que descobriu as maravilhosas propriedades do papaya pra curar e cicatrizar. Ele foi bondoso e generoso o bastante pra deixar sua fórmula antes de morrer e hoje você encontra a sua famosa invenção em qualquer farmácia na Austrália.

Marrocos

Como ir pro Marrocos e não pensar em Moroccan Oil? Claro que tive que comprar um por lá pra ver se é igual ao tão famoso da embalagem azul e laranja. Comprei um no Souk, mercado de artesanato e coisas locais – e onde me apaixonei por cerâmicas, espelhos e tudo que tinha cara marroquina. O óleo vem numa embalagem de azeite de oliva e diz ser 100% puro. Ele pode ser usado na pele ou cabelo. Pra passar no cabelo não gostei, deixa bem oleoso, ao contrário do Morrocan Oil que já conhecemos. Tenho usado ele na pele e me sinto como uma salada quando passo ele pelo corpo todo! Tem um cheiro de azeite de oliva, mas é absorvido logo e deixa a pele radiante e hidratada. Passo até no rosto de vez em quando antes de dormir e o resultado na manhã seguinte é ótimo, parece que dá uma levantada e uniformiza a pele. Paguei bem menos do que se paga pelo Moroccan Oil, mas prefiro esse comercial ao artesanal. O cheiro e resultado são melhores.

O óleo era vendido na mesma tenda das azeitonas e tinha também óleo de abacate, que parece ser bom pra tudo também. Vou arriscar experimentar da próxima vez (preciso voltar pro Marrocos pra uma viagem de verdade e longa e voltar cheia de artefatos marroquinos e um espelho que virou meu sonho de consumo!)

Alemanha

Tudo que é produto alemão a gente confia, né? Queria poder entender o que falava nas embalagens pra saber melhor dos produtos. Minhas comprinhas por lá foram shampoo e condicionador daquela marca que não sei pronunciar o nome mas que facilmente você identifica na foto abaixo. Creme Nivea da latinha azul (por que mesmo eu não comprava esse creme há tanto tempo? Ele é excelente!), um hair donut meia lua pra fazer french twist (coque banana), mas que até agora não descobri como usar, spray Elnett L’Oreal tamanho viagem, batom e esmalte da marca Catrice e Lobello, hidratante labial favorito dos europeus. O esmalte da Catrice que eu comprei achei lindo e a cor se chama Khaky Perry, é um verde militar cintilante. Adorei, pena que só pude usar durante uns 2 dias, enquanto estava de folga.

Londres

Eu tive um dia pra curtir Londres. Ou melhor, meio dia. É até triste ir pra lá com tão pouco tempo. Claro que arranjei um tempinho pra passar em uma Boots, rede de farmácia inglesa super completa. Em 10 minutos arrematei shampoo cheiroso e gostoso da Herbal Essences (super baratinho por lá), um creme de uma marca que nem conhecia, mas uma menina que estava comigo super recomendou e fui na onda dela. Não foi muito barato, mas estou gostando. Difícil perceber diferença em pouco tempo, mas ele hidrata bem a pele sem deixar oleosa, e isso é que importa. O creme é pra usar a noite e a fórmula é desenvolvida pelo Dr. Nick Lowe, um renomado dermatologista britânico.

Como a marca Rimmel é de Londres, resolvi comprar mais um batom vermelho da Kate Moss (meu favorito pro uniforme Emirates) e outro Nude que já fez sucesso na primeira vez que usei. Cor linda e perfeita, é o número 03 e o vermelho é o 01. Como tinha promoção leve 3 pague dois, levei junto um jogo de sombras em tons bronze que achei ok. Não tem aquela pigmentação mara nem dura o dia todo, mas pelo preço valeu a compra. Comprei também uma revista Cosmopolitan só porque vinha de brinde um gloss e um creme da Clinique. Simplesmente amei o creminho que veio. É o Moisture Surge, um creme em gel que pode ser usado antes ou depois da maquiagem ou como uma máscara hidratante em 5 minutos. Eu estou usando depois de voos longos em que minha pele fica ressecada do ar condicionado, coitada. Assim que passo sinto como se tivesse acabado de matar a sede, sinto a pele absorver o creme e ficar mais hidratada na hora. Vou comprar o produto grande com certeza. Quero testá-lo em cima da maquiagem, pra passar no avião mesmo.

Essas foram as peruagens por enquanto. Não vejo a hora de explorar mais a Ásia e descobrir produtos locais por lá. Aqui em Dubai não experimentei nada local, a não ser produtos indianos, como o óleo de coco que já falei em outro post. Na verdade acho que nem tem algo típico daqui. O destaque fica pra variedade em cosméticos, e já me deixei cair em tentação algumas vezes por causa disso. Sabe todas aquelas marcas de produtos que só vemos em revistas e blogs? Então, tem tudo isso e muito mais. É uma variedade incrível e perigosa!

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A descoberta dos cosméticos coreanos

Um belo dia passeando pelo shopping em Dubai me deparei com uma loja coreana chamada The Face Shop. Obviamente entrei e sai de lá com uma sacolinha. O que me chamou a atenção para entrar foi um cartaz do BB Cream, produto multifuncional febre entre as asiáticas. Entrei para experimentar ao vivo esse tal do creminho que promete ser uma base + iluminador + outras promessas que ainda não me convenceram a comprar um. A loja tem de tudo. Maquiagem, cremes para rosto e corpo de diferentes linhas e máscaras faciais que me deixaram maluca.

Fiquei um tempão olhando uma por uma, tentando escolher qual comprar. São todas feitas com ingredientes naturais, para uso único e com promessas lindas para a pele. Além das máscaras prontas tem outras em pote, como uma geléia de frutas que dá vontade de comer (inclusive na embalagem tá escrito “DO NOT EAT”). A vendedora me deu uma amostra da de kiwi, que usei e amei. Super refrescante e deixa a pele com uma sensação de limpa e purificada.

Acabei comprando uma de Ginseng e de Pérola e a vendedora me deu mais uma de Aloe Vera. Já usei a de Ginseng e amei! É uma delícia, geladinha e super hidratante, deixa a pele firme e macia após o uso. A máscara vem dentro do pacotinho, num tecido fininho e bem umedecido, tanto que depois de deixar uns 20 minutos no rosto espalhei o que sobrou pelo corpo.

Essas são as máscaras. Na foto estão a de Aloe Vera, Pérola, Romã (que ganhei de uma amiga diretamente de Seoul) e a amostra do gel de Kiwi.

Além das máscaras comprei um creme para a região dos olhos que experimentei na loja e gostei da textura. Promete combater rugas, olheiras e hidratar. Tudo o que eu estava precisando e por um preço ótimo.

Aliás, tudo nessa loja tem preço amigo. As máscaras custam cerca de R$7,00. Na Coreia é ainda mais barato. Essa minha amiga que foi pra lá descobriu in loco as maravilhas dos cosméticos coreanos. Ela me deu uma outra máscara de outra marca chamada Innisfree.

Além da The Face Shop, tem outra marca coreana que também oferece produtos a base de ingredientes naturais, a Skin Food, que também tem aqui em Dubai e preciso visitar URGENTE!

A Face Shop existe desde 2003 e tem mais de 900 lojas em 22 países, só que são mais concentradas pro lado de cá do mundo. A Skin Food idem. Portanto, se você tá com viagem marcada pra Cingapura, Malásia, Indonésia, Dubai, Tailândia, China, Hong Kong… pode colocar na listinha! Tem algumas lojas nos EUA também, vale entrar no site e procurar se existe alguma fácil de achar. E sempre existe o eBay, né?

Coincidência ou não, esses dias um site coreano começou a me seguir no Instagram e fui ver o que era. E não é que o site é super bacana e cheio de cosméticos coreanos? Entrega em vários lugares do mundo, mas pelo que vi não no Brasil. O site é http://www.wishtrend.com

 

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Aprendendo a se maquiar com a Emirates

Antes tarde do que nunca para o post prometido sobre o dia em que tive aula de grooming durante meu treinamento da Emirates. E antes tarde do que nunca pra ressucitar esse blog abandonado. Shame on me!

O grooming day é um dia de treinamento onde aprendemos os tipos de cabelos que podemos e não podemos usar, como manter hábitos saudáveis e a saúde em dia, a se maquiar e fazer as unhas. Pra mim não teve novidade nenhuma, foi o básico do básico. Mas tinha bastante menina que não sabia nem como limpar a pele ou usar base direito. Pros meninos teve bastante coisa nova, vários processos para se barbear e o mais engraçado de todos, eles tiveram que fazer as próprias unhas!

Foi tudo bem rapidinho, até porque na nossa vida real de comissário não sobra muito tempo pra fazer essas coisas. As minhas unhas ficam só na base por um bom tempo até eu arranjar tempo/paciência pra fazer ou ir ao salão. Maquiagem e cabelo me tomam uns 20 minutos, tento fazer rapidinho pra sobrar mais tempo pra dormir!

Na aula de maquiagem usamos os produtos da marca francesa Clarins. Achei a base ótima, deixa a pele um veludo de tão macia e dura bastante. Vai ser meu próximo investimento! Até os meninos usaram os produtos de barbear da Clarins. Limpar a pele, tonificar, passar óleo antes de barbear, creme para barbear, loção pós barba. Nem lembro mais todo o processo! Para as unhas usamos os produtos Jessicauma marca americana que eu não conhecia. Essa marca tem bastante variedade de bases para vários problemas de unhas. Eu comprei uma que trata descamação. A base até que dá um trato bom nas unhas, mas se uso só ela, em uns 2 dias já não tem mais nada nas unhas, ela sai toda. As que eu tenho da Sally Hansen duram dias até precisar retocar a camada. O esmalte que usei na aula já estava pastoso de tanto usarem, então não sei dizer se ele é bom ou não. Mas pelo que ouvi dizer dura bem. Usamos um creminho para empurrar as cutículas que era mara, suuuper hidratante e emoliente. Esse tá na minha listinha de compras. Eu tentei pintar as unhas do jeito gringo, sem limpar com palitinho depois, mas ficou um verdadeiro desastre.

Esses são os produtos da Jessica:

 

Pra não deixar o blog semanas sem mais um post já agendei um próximo pra essa semana! Andei descobrindo umas lojas de cosméticos coreanos que me enlouqueceram. Aguardem!

 

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Esmalte de gel e a promessa de durar 2 a 3 semanas

No meu último post comentei que fui fazer as unhas e pintei com o tal de esmalte de gel. Esse esmalte promete durar de 2 a 3 semanas e o processo de aplicação é diferente. Primeiro a manicure passa uma base e coloca a unha para secar naquela estufinha de raios UV. Depois passa uma camada de esmalte, estufinha novamente, outra camada de esmalte e estufinha e um top coat específico pra finalizar. Me falaram que o esmalte dura umas duas semanas mesmo, mas que a unha começa a crescer e fica aparecendo a raíz. Sabendo disso, pedi pra manicure passar bem rente à raíz. Acho que ela quis me matar, pois aqui elas são acostumadas a deixar um pouco do branquinho da unha aparecendo e ela sofreu pra passar bem rente. E aqui elas não fazem aquela meleca toda pra depois limpar com o palitinho, passam com todo capricho e coordenação pra ficar perfeitinho já na aplicação.

Como esse esmalte é diferente, a variedade de cores não é tão grande. Mas como minha opção de cores é vermelha ou clarinha/francesinha, optei pelo vermelho.

Esses são os esmaltes, a marca é Harmony.

Esse foi o resultado das unhas já prontas. O esmalte fica mais brilhoso do que os normais e dá pra sentir que a camada é levemente mais grossa também.

Primeiro dia

Na primeira semana o esmalte ficou intacto. Achei uma maravilha, ainda mais no trabalho de comissária onde uso as mãos o tempo todo e lascar uma unha é coisa rotineira. Fiquei impressionada que o esmalte não lascou, não descascou ou descamou. Várias vezes dei uma topada que jurava que ia dar umas lascadinha, mas lá estava minha unha, vermelha, firme e forte.

Exatamente uma semana depois o esmalte ainda continuava inteiro e com brilho. Não tanto como nos primeiros dias, mas não desbotou como acontece com esmaltes normais. O único problema é que a raíz das unhas começou a aparecer, mas só o fato de estar intacto durante 7 dias já me deixou feliz.

Uma semana depois

Depois da primeira semana fiquei só esperando se ia aguentar mais uma ou duas, mas em 3 dias já estava descascando, cutículas ressecadas, raíz aparecendo muito. Ou seja, hora de remover. A manicure tinha recomendado retirar o esmalte no salão, ou então com algodão e acetona em casa, deixando de molho. Mas o esmalte estava tão seco que não precisei fazer nada disso, tirei ele sem acetona, descascando como se fosse um adesivo. Achei que fosse estragar um pouco a unha, mas não. Elas estavam um pouco ressecadas, mas não ficaram mais frágeis, pelo contrário, estavam compridas e fortes, pois não quebraram nem lascaram nos 10 dias em que fiquei com o esmalte.

Esse foi o último suspiro das unhas com esmalte de gel.

Décimo dia

Eu gostei da experiência, mas pelo preço não faria com tanta frequência. Aqui em Dubai sai em torno de R$60,00. Se realmente durasse 2 ou 3 semanas valeria mais a pena. E mesmo se durasse, a unha começa a ficar feia com a raíz aparecendo. Até da pra retocar com outro esmalte normal por cima, mas acho que deve ficar uma camada meio grossa de mais. Bom seria se todos os esmaltes durassem assim, né?

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2012 já começou nas alturas

Depois de um período de abandono, estou de volta!

Um feliz ano novo a todos e que 2012 venha com muitas peruíces pelo mundo!

Essas últimas semanas foram bem corridas, terminei meu treinamento e já comecei a voar. E nas horas vagas tinha que praticar minhas atividades sociais. Por isso a ausência aqui. Agora tive dois dias de folga e finalmente pude organizar e deixar minhas coisas em dia. Hoje mesmo já aproveitei para ir ao shopping fazer umas comprinhas e as unhas. Resolvi experimentar a tal do esmalte gellish que diz durar até 3 semanas. E torreir alguns belos Dirhans numa base da Chanel e um blush e pó da Illamasqua. Comecei 2012 realizando dois sonhos de consumo e deixando aqui a promessa de pelo menos 3 posts sobre as unhas e os produtos novos.

Pra falar a verdade, não sei nem por onde começar! Estou devendo o post do dia de grooming, onde tivemos aula de maquiagem e até os meninos aprenderam a fazer as unhas. Mas tem gente que deve estar curiosa pra saber das novidades daqui também. Então vamos deixar as peruíces para depois.

Falando em trabalho, tive apenas 4 vôos até agora. Os dois primeiros foram o que eles chamam de suppy flight, onde nós novatos temos a chance de ir no cockpit para pouso e decolagem. Foi sensacional! Jamais imaginei que sentaria na cabine do piloto e teria aquela visão incrível da pista e da cidade. Vi Dubai de dia e de noite, lá de cima, em meio às estrelas. Vi também Karachi (Paquistão) pela manhã e Kochi (Índia) pela noite. Meu vôos seguintes foram Bangalore (Índia) e Beirute (Líbano). Todos esses vôos foram turnarounds, aqueles bate e volta. Nem descemos do avião. Nesse mês de janeiro tenho mais uns 4 turnarounds até finalmente chegar os meus layovers, onde passamos pelo menos uma noite na cidade. Vou ter layovers em Newcastle (UK), Casablanca (Marrocos), Jakarta (Indonésia) e Lagos (Nigéria).

A minha escala desse mês não foi das melhores. Dou risada pra não chorar do tanto de vôo pra Índia que eu peguei – e todos são turnarounds. Todo mundo fala que são os piores vôos, mas pra falar a verdade não achei tão ruim assim. Eu estava esperando o inferno no céu, pessoas jogando comida e fazendo necessidades no chão. Mas pelo contrário, até agora achei eles simpáticos e fico rindo por dentro quando eles balançam a cabeça quando você pergunta alguma coisa. Nunca sei quando é sim ou não. Fico só observando as mulheres com os trajes típicos, cabelos longos e tatuagens de hena nas mãos. Já no vôo para Beirute as mulheres eram todas bonitas, bem vestidas e com os olhos marcantes. Todas tinham a sobrancelha bem feita e marcada, naturalmente escura ou reforçada com hena. Já os libaneses têm fama de serem paqueradores e todo vôo alguma comissária recebe pelo menos um cartão de visitas. Dois pediram pra tirar foto comigo e um outro libanês fez amizade com uma outra comissária que recebeu o cartão de visitas e depois estava oferecendo para as meninas, pois ela tinha namorado. Nesse mesmo vôo já fiz o que eu tinha certeza que uma hora ou outra iria fazer. Derramei suco de laranja no casaco de um passageiro. Mas não foi nada de mais, pedi desculpas e ele nem reclamou.

Bom, post rápido pois tenho que descansar pra acordar às 4 da manhã pra meu vôo pro Kuwait, pelo menos esse é rápido e meio dia já estou em casa. Deixo vocês com algumas fotos do cockpit.

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Unhas Roxas e Amarelas

Num desses finais de semana encontrei uma colega na praia. Ela é Sul Africana, alta, magra, ex modelo e sempre estilosa. A primeira coisa que reparei foi nas unhas, amarelas e roxas. Achei que super combinou com ela, mas não sei se teria coragem de sair com unhas multicoloridas. Nem as pastéis eu fiz ainda.

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Em Dubai o cabelo cai

Dubai realmente é uma cidade pra gente endinheirada. Se você quiser manter sua cabeleira saudável o ideal é lavá-la com água mineral. Dubai, afinal de contas, é um deserto que virou cidade e no deserto não temos água. A solução foi trazer água do mar e passar por um processo para retirar o sal. É essa água horrorosa que tem lavado meus cabelos e desde a primeira semana aqui eles começaram a cair assustadoramente e fios brancos começaram a nascer. A cada banho eu quase chorava ao ver o chumaço de cabelo que caía. Todo mundo enfreta esse problema quando muda pra cá e a culpa realmente é da água. Com isso busquei várias alternativas pra queda de cabelo. Estou tomando vitaminas, usando shampoo específico pra esse tipo de água e óleo de coco. Agora só falta comprar um filtro para o chuveiro.

Óleo de Coco

Anota essa dica aí: Óleo de Coco faz milagres. Muito comuns entre as indianas e pra esses lados das arábias esse óleo nutre e fortalece a estrutura dos fios, ajudando a combater queda de cabelo e até caspa. Ganhei de uma amiga e é bem fácil (e barato) de achar por aqui, seja o óleo puro ou como ingrediente na fórmula de shampoos e cremes. Eu usei ele durante uma semana, aplicando direto na raiz. Sim sim, é óleo e apesar de na embalagem dizer que não é grudento, é sim. Meu cabelo ficou completamente oleoso depois de aplicar. Pelo menos o cheiro é gostosinho, tipo de coco queimado. Deixo agir durante uns 30 minutos e vou pro banho. Lavo 2 ou 3 vezes pra sair todo a oleosidade e o resultado depois de secar me surpreendeu. Abaixou o frizz e deixou o cabelo super brilhante e macio, não ficou oleoso nem seboso nem com resíduos. Depois de uma semana de uso a queda de cabelo diminuiu bastante. Ponto pro óleo de coco! Não sei se é fácil de achar no Brasil, mas já li por aí que dá pra usar o óleo extra virgem de coco, que é vendido como produto pra culinária. Será o Óleo de Coco o próximo Moroccan Oil?

 

Óleo de coco, shampoo e vitaminas

Shampoo e Vitaminas

Besuntar a raíz do cabelo com óleo todos os dia não é lá muito prático. Por isso acabei gastando vários Dirhans na farmácia com um shampoo anti-sal indicado justamente pra combater os efeitos da água desalinada (um dos ingredientes do shampoo é o óleo de coco). Deixei o óleo de lado pra usar o shampoo e comparar o resultado individual de cada um. O shampoo é fácil de usar, obviamente, mas em questão de diminuir a queda de cabelo, o óleo sai ganhando.

Uma amiga me recomendou tomar Priorin, um comlexo de vitaminas para cabelos e unhas. O resultado do Priorin acho que verei depois de um tempo, já que ele faz crescer mais cabelo. O bom é que já resolveu outro problema que estava tendo aqui, que eram unhas fracas. Depois que comecei a tomar o Priorin, minha vida mudou. Minhas unhas ficaram fortes e saudáveis (coloca uma voz Polishop nessa frase! Haha). Acredito que para os cabelos também vai dar uma bela de uma força.

Agora já sabe…se planeja vir a Dubai e ficar mais de uma semana, já se prepare pra uma grande queda de cabelo. Ou faça como as ricas e tome banho de água mineral!

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Esmalte do dia – OPI Big Apple Red

Finalmente fiz minhas unhas aqui em Dubai. Elas estavam parecendo papel de seda, descamando camadas e mais camadas de tão enfraquecidas. Sem falar que fazer as unhas no exterior sempre foi uma grande curiosidade minha, nunca tinha experimentado antes. Fui em um Nail Spa no Mall of Emirates. Era um lugar só pra fazer as unhas e estética. Paguei cerca de R$25,00 pra fazer a mão normal. Aqui elas usam muita unha de gel e também um tal de esmalte de gel que não sei temos aí no Brasil ou não. O gellish polish é um esmalte que dura umas 2 semanas, depois de aplicar tem que colocar pra secar numa estufinha, como aquelas pra fazer a unha de gel. Pra remover esse esmalte tem que ir ao salão, pois não sai com acetona. Alguém conhece ou já ouviu falar? Qualquer dia vou experimentar. É bem mais cara que a unha normal, uns R$60,00, mas se durar as 2 a 3 semanas até que vale a pena.

Painel de esmaltes OPI na entrada do Nail Spa

O esmalte que passei foi o Big Apple Red, da OPI. Ela passou uma base e top coat OPI também. Não gostei muito do top coat, pois demorou pra secar e o esmalte ficou com aquelas marcas de amassado. Aqui elas tiram a cutícula normalmente, o diferente é a forma de aplicar o esmalte. Elas não fazem aquela sujeira toda pra limpar com o palitinho depois, o esmalte é espalhado já direitinho, sem borrar. Acho que exige uma coordenação um pouco maior e o acabamento não fica na raíz da cutícula.

Não importa aonde, ir na manicure quando sua mão ou pé está um horror é a melhor coisa do mundo!

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Um ano peruando por aí

Hoje é aniversário de um ano do blog!!

Comecei o Peruando por Aí como um meio de trazer muambas cosméticas quando fui pra Disney como guia e não sabia se daria certo ou não, se teria empenho e paciência pra continuar. Mas veja só, um ano se passou e aqui estamos! Quem diria que um ano depois estaria aqui em Dubai prestes a peruar pelo mundo como comissária e trazer conteúdos ainda mais interessantes pra cá.

Como blogueira agradeço às minhas leitoras e clientes fiéis que sempre aparecem por aqui e espero que continuem acompanhando e que eu não desanime também, com toda essa correria de treinamento e falta de tempo inicial.

É engraçado como um blog acaba se tornando um “filho”. O tempo todo fico pensando no que escrever aqui, atenta a tudo que vejo e o que as leitoras poderiam gostar. Realmente quando fazemos algo que gostamos fazemos com prazer. Não ganho nada pra postar aqui, mas a recompensa de ler e ouvir comentários de leitores, poder ajudar alguém com alguma dica e pessoas novas que a gente vai conhecendo não tem preço.

Vida longa ao blog e que venha mais um ano com muitas novidades!

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